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* Escoliose

A coluna vertebral é constituída por 33 vértebras distribuídas em cinco conjuntos: Cervical (7 vértebras),  Torácica (12 vértebras), Lombar (05 vértebras), Sacro e Cóccix.

Graças à soma dos pequenos movimentos entre as vértebras, a coluna acaba possuindo movimento nos três planos.  Estes movimentos variam entre as regiões. A região Cervical e lombar permitem  movimentos em flexão, extensão, inclinação lateral e rotação. Na região torácica, os movimentos são mais limitados, permitindo de 20 a 30º de flexão e extensão somando-se os movimentos entre a 1ª e a 12ª vértebra desta região.

Entre cada vértebra, existe o disco intervertebral, o qual é constituído de estrutura cartilaginosa com um núcleo pulposo central, sendo responsável pela absorção de impactos.

Podemos também dividir a coluna vertebral em dois pilares: um anterior formado pelos corpos e discos vertebrais (responsável pelo suporte e amortecimento de impactos) e outro posterior, este formado pelos processos e facetas articulares, os quais limitam e guiam os movimentos.

Observando seu conjunto de perfil, podemos perceber a presença de uma série de curvas fisiológicas, as quais também ajudam no amortecimento do peso do corpo. Temos então as lordoses cervical e lombar (concavidade voltada para trás) e as cifoses torácica e sacrococcígea (convexidade voltada para trás).

A escoliose é uma deformidade espacial e complexa que atinge os três planos: frontal (inclinação lateral), sagital (lordose/cifose) e horizontal (rotação/torção). Nos casos mais graves, além do problema estético, pode causar problemas cardiorrespiratórios e até mesmo a morte.

Podemos avaliar a gravidade de uma escoliose mensurando seu angulo de curvatura e rotação vertebral. Quanto maior forem estes valores, maior a gravidade da escoliose. O ângulo de Cobb é uma medida utilizada para quantificar o grau de inclinação da escoliose, apesar de não avaliar a rotação vertebral, ainda é muito utilizado.

A incidência de escoliose varia muito entre os autores. A escola Francesa de Stagnara (década de 70/80) estima que a incidência de escoliose com ângulos maiores de 20º de Cobb seja de aproximadamente  1 a 3 mil.

Cerca de 25 a 30% das escolioses possuem causa definidas, as quais podemos agrupar em três grandes grupos:

1 –  Causa Congênita: defeitos nas vértebras, musculares, neurológico e etc.

2 –   Causa Traumática: fraturas e cirurgias;

3–  Causa Funcional: dismetria de membros inferiores (uma perna maior que a outra), espamos e assimetria pélvica;

A escoliose funcional é reversível sendo que diminui ou desaparece através da ação da gravidade, ou quando se remove o fator causal.

Quando a escoliose estrutural (classificação não etiológica) possuiu uma inclinação lateral fixa, associada a rotação vertebral, o que causa o aparecimento da gibosidade (alteração no formato da superfície do tronco, visualizada quando o paciente inclina-se para frente).

Os outros 70/75% restantes não possuem uma causa específica e são chamadas de idiopáticas. Alguns estudos atuais sugerem que as escolioses idiopáticas tenham etiologia multifatorial, com a interação de fatores genéticos, fatores teciduais e metabólicos, fatores musculares e mecânicos, fatores neurológicos e fatores de crescimento. Existem também outras classificações para a escoliose, as quais se baseiam nas curvas, idade de aparecimento e etc.

De uma forma resumida, o tratamento dependerá da idade do paciente, tamanho da gibosidade e os valores dos ângulos das curvas. Após a avaliação o tratamento escolhido poderá ser cirúrgico, ortopédico ou fisioterapêutico, lembrando este ultimo é realizado concomitantemente com os anteriores.

  • Tratamento cirúrgico pode ser através da artrodese ou endoprótese;
  • Tratamento ortopédico através do uso de coletes;
  • Tratamento fisioterapêutico através de cinesioterapia, reeducação postural e etc.

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