Lesão de Menisco

Lesão de meniscos

O joelho é uma articulação pode ser considerada do tipo “falsa dobradiça”, pois além de realizar movimentos de flexão e extensão também realiza o movimento de rotação tibial. A sua estabilidade desta articulação ocorre devido à ação conjunta dos ligamentos, cápsula articular e da musculatura que a envolve (articulação). Entretanto, como sua estrutura foi projetada para sustentação de carga e mobilidade durante a movimentação, o joelho acaba possuindo certa instabilidade quando as forças são aplicadas lateralmente (valgo e varo).

Resumidamente, a articulação do joelho realiza os movimentos fisiológicos (flexão, extensão e rotação) e movimentos artrocinemáticos (rolamento e deslizamento).

Estruturas que mantêm a estabilidade da articulação do joelho

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O ligamento colateral medial (interno): é subdividido em dois feixes, um superficial e resistente, e outro mais profundo, com menor espessura e inserido no menisco medial, puxando-o para trás durante a flexão do joelho. Possui grande tensão durante a extensão total do joelho, sendo que esta diminui quando a articulação atinge entre 20 e 30 graus de flexão, voltando a aumentar a tensão entre 60 e 70 graus de flexão.

O ligamento colateral lateral (tibial ou externo): em conjunto com o trato iliotibial, poplíteo e bíceps femoral fornece suporte lateral ao joelho.

Ligamento cruzado anterior (LCA): essencial para a estabilidade da articulação, evitando a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur e evitando rotações anormais, além de promover estabilidade durante a extensão.

Ligamento cruzado posterior (LCP): evita a translação posterior da tíbia em relação ao fêmur, evitando também a rotação interna excessiva.

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A articulação do joelho possui dois meniscos, um lateral e outro medial, os quais se situam entre os côndilos femorais e o platô tibial, ambos com a função de aumentar a congruência articular, absorção de impacto e distribuição de carga. Durante a flexão, os meniscos movem-se posteriormente e na extensão o movimento inverso ocorre. Na rotação, os meniscos acompanham o movimento da tíbia, ou seja, durante a rotação interna o menisco medial se move anteriormente enquanto o lateral se move posteriormente. Na rotação externa, o movimento inverso é realizado.

Lesões nos meniscos

Os meniscos além de promoverem a lubrificação articular, possuem a função de aumentar a congruência articular, distribuição de peso e absorção de impacto.

A incidência de lesões no menisco medial em relação ao lateral é maior e alguns autores atribuem essa maior incidência devido à menor mobilidade do menisco medial em relação ao lateral, tornando-o propenso a lesões a partir de forças em valgo associadas à torção.

Mecanismo de lesão:

O mecanismo mais comum é a combinação de sustentação de peso com rotação e flexão/extensão, podendo também conter forças em valgo/varo, as quais podem provocar lesões associadas nos ligamentos cruzados e colaterais. Na clinica, o que mais encontramos é a rotura do menisco medial na qual o mecanismo de lesão observado consiste no pé fixo ao solo e rotação interna de joelho associada a sua flexão, momento no qual menisco medial é separado e pinçado pelos côndilos femorais.

Quadro clínico:

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Normalmente a dor na linha articular acontece de forma imediata à lesão e o edema se desenvolve de forma gradual entre 48 e 72 horas após o incidente, podendo ocorrer de forma súbita devido à hemartrose. O paciente pode relatar falseio da articulação ou até mesmo o seu bloqueio (“travamento”). Bloqueios entre 10 e 30 graus de flexão sugerem lesão no menisco medial, enquanto bloqueios a partir de 70 graus são sugestivos de lesão na parte posterior do menisco lateral.

Tratamento:

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Um dos pontos de interesse durante o tratamento de uma lesão meniscal consiste no fato em que as bordas das lesões podem se enrijecer, atrofiar, se separarem e posteriormente se fixarem entre as faces articulares do fêmur e da tíbia, produzindo bloqueios e falseio da articulação.

Considerando uma lesão crônica tratada de forma inadequada, perceberemos que o paciente apresentará incapacidade de se agachar totalmente, dor e estalos no joelho, podendo evoluir para uma degeneração grave da articulação.

Os tratamentos cirúrgicos mais utilizados são:

O meniscectomia parcial via artroscopia: técnica na qual apenas parte do menisco lesionado é removida. Esta técnica é muito utilizada em lesões do terço interno (central) do menisco devido a sua avascularização, o que impossibilita a sua recuperação.

Reparo cirúrgico do menisco: rupturas no terço médio e externo do menisco possuem maiores possibilidade de recuperação devido à maior vascularização.

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Dr. Leonardo Fernandes 71 -98192-0140

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